Câmeras que mostram delegado matando esposa e enteada foram instaladas por segurança, diz irmã da vítima

  • 06/12/2023
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra discussões e agressões momentos antes de Erik Busetti matar esposa e enteada a tiros dentro de casa, em Curitiba. Crime foi em 2020. Defesa do delegado Erik informou que "irá justificar o porquê do desencadeamento da tragédia". Vídeo mostra agressão antes de delegado assassinar enteada e esposa a tiros em Curitiba As câmeras de segurança que registraram o delegado Erik Busetti assassinando, dentro de casa, a esposa, Maritza Guimarães de Souza, e a enteada, Ana Carolina de Souza, foram instaladas para a segurança da família. A informação é da irmã de Maritza, Karoline Fernanda de Souza Machado. As imagens registraram discussões e agressões cometidas pelo homem momentos antes de ele assassinar mãe e filha abraçadas. Veja acima. O crime aconteceu março de 2020, e Erik está preso. Maritza tinha 41 anos e era policial civil, a filha dela tinha 16 e era estudante. Elas foram mortas na própria casa. Segundo a polícia, uma filha de 9 anos do casal estava dormindo no quarto no momento do crime e ouviu os disparos. Relembre abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ✅ Siga o canal do g1 PR no Telegram De acordo com a Karoline, o casal instalou as câmeras dentro de casa para a segurança das meninas, que muitas vezes voltavam sozinhas da escola. "Era mais pra controle; pra saber o que elas estavam fazendo, se não entrava ninguém estranho", afirma a irmã da vítima. Ela também afirma que Maritza nunca tinha comentado sobre agressões feitas pelo marido e que foi difícil assistir às imagens. "Fiquei bem impactada com o que ele fez com a Ana, principalmente, de ter agredido ela, e o que ele fez com elas também. Além de revoltada, fiquei muito triste em saber que com tantos anos juntos ele foi capaz de fazer uma coisa dessas com elas", diz Karolina. Câmeras flagraram o crime Nas imagens é possível observar que, por volta das 21h13, Erik e Maritza discutem. A discussão dura cerca de três horas - o casal aparece brigando em vários cômodos da casa. Por volta de 0h16, Maritza pega a bolsa, desce a escada, e vai para a saída da casa. Em seguida, Erik bate na porta do quarto de Ana, que levanta da cama e abre a porta. Ele a agride com chutes e tapas. Maritza volta para tentar defender a filha. O vídeo mostra que Erik dispara contra as duas, que caem abraçadas no chão. Por serem imagens fortes, o g1 optou por congelá-las. A câmera não mostra qual das duas vítimas foi baleada primeiro. Vídeo mostra discussões e agressões momentos antes de delegado matar esposa e enteada a tiros em Curitiba Reprodução As investigações apontaram que o delegado disparou pelo menos sete vezes contra a esposa e seis contra a enteada. O então delegado anda de um lado para o outro na sala onde as duas estão mortas. Em seguida, ele desce e sai na garagem com a arma na mão. A advogada que representa a família das vítimas disse que eles esperam pela condenação de Erik. Leia também: Internet: Vídeo mostra trecho de aula de ex-PM ensinando a fazer sexo com mulher morta Susto: Vídeo mostra momento em que mulher é 'engolida' por cratera em calçada no PR Briga de trânsito: Pedestre agredido com capacete tem morte cerebral, diz família Delegado Erik Busetti (em imagem de arquivo da RPC) é suspeito de matar a esposa e a enteada a tiros, em Curitiba Arquivo/RPC Erik Busetti está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, desde os assassinatos. Ele foi preso em flagrante e admitiu o crime para dois policiais militares. No interrogatório, Busetti preferiu ficar em silêncio. A defesa de Erik informou que "irá justificar o porquê do desencadeamento da tragédia". Duplo feminicídio Ana Carolina Souza, de 16 anos, era filha de Maritza e enteada de Busetti Arquivo pessoal O delegado foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por duplo feminicídio. As promotoras apontam que Ana Carolina e Maritza não puderam se defender. No caso do assassinato de Maritza, também incide a qualificadora de motivo torpe porque, segundo a acusação, ele não aceitava os termos do fim da relação. O casal estava junto havia, aproximadamente, dez anos, e estava em processo de separação, pelo menos, um ano antes do crime, conforme o relato de testemunhas e familiares. Relembre o caso: 'Ele fez uma atrocidade, e queremos justiça', diz irmã de Maritza Mulheres fazem ato em homenagem a mãe e filha mortas a tiros em Curitiba Delegado acusado de duplo feminicídio acessa sistema da Sesp de dentro de prisão Dias antes de ser denunciado pelo Ministério Público, Busetti foi indiciado pela Polícia Civil por duplo feminicídio com incidência de aumento de pena por ter cometido o crime próximo da filha de nove anos. A menina estava no quarto dormindo, mas, de acordo com a delegada responsável pelas investigações, estava muito próxima e acordou com os disparos. A criança não ficou ferida e foi levada para a casa de um vizinho pelo acusado após o ocorrido. A Justiça determinou que ele vá a júri popular, previsto para ocorrer no dia 15 de maio de 2024. O delegado estava lotado na Delegacia do Adolescente e, até janeiro de 2019, estava à frente do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). Maritza trabalhava como escrivã na Divisão de Planejamento Operacional da Polícia Civil. Leia mais: Jogo do Tigrinho: Veja quem são os influenciadores investigados por golpes Vídeo: Cinco suspeitos morrem em troca de tiros com a polícia, em Maringá Delegado preso acessou sistema restrito Em agosto de 2023 a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o acesso do delegado Erik Busetti ao sistema policial de acesso restrito. O login e a senha dele foram usados enquanto ele estava na cadeia. A portaria que determinou a investigação afirma que Erik teria acessado indevidamente os sistemas da Polícia Civil para consultas pessoais o que pode, em tese, caracterizar crime de violação de sigilo funcional. A comprovação dos acessos está em relatório emitido pela Companhia de Tecnologia de Informação do Paraná (Celepar). Pelos dados do documento, o delegado preso acessou o sistema várias vezes para consultar o próprio nome. Segundo consulta feita pelo g1 no Portal da Transparência do Governo do Paraná, mesmo detido, Erik Busetti consta como servidor ativo e recebe salário pelo cargo público. Em novembro de 2023, a remuneração bruta foi de R$ 26.762,70. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), qualquer servidor só pode parar de receber em caso de exoneração, o que pode ocorrer por decisão judicial no processo criminal ou por procedimento administrativo da Polícia Civil. Ainda conforme a Sesp, uma decisão judicial travou o andamento de um procedimento interno que poderia resultar na demissão de Erik, dizendo que a PC só pode continuar a apuração após uma nova decisão judicial. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não deu detalhes de qual situação o inquérito se encontra. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/12/06/irma-de-mulher-morta-abracada-a-filha-por-marido-que-e-delegado-diz-que-cameras-que-flagraram-crime-foram-instaladas-por-seguranca.ghtml


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