Passarelas da Memória: Quilombolas da Serra do Apon

A mostra fotográfica da fotojornalista Fernanda Castro, celebra a história e a memória das comunidades quilombolas da região, resgatando suas raízes negras e os vestígios deixados pelos escravizados ao longo do tempo.

06 Set - 2025 · 08:00 > 05 Out - 2025 · 13:00
Casa da Praça - Prefeito José Pedro Novaes Rosa | Rua Pandiá Calógeras - Centro, Castro - Paraná
Passarelas da Memória: Quilombolas da Serra do Apon
Passarelas da Memória: Quilombolas da Serra do Apon (Foto: Reprodução)

A Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Prefeitura de Castro, abre no dia 6 de setembro, às 14 h, na Casa da Praça, a exposição “Passarelas da Memória: Quilombolas da Serra do Apon”, com imagens registradas pela fotojornalista Fernanda Castro ao longo de diferentes períodos em comunidades quilombolas da Serra do Apon.

A mostra tem caráter memorialístico, destacando a história dos escravizados que viveram na região em séculos passados e que hoje são lembrados por seus descendentes.

O trabalho de Fernanda dialoga com o tempo. Em 1978, recém-formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, recebeu do cineasta Valêncio Xavier algumas imagens de quilombos da região e foi incentivada a conhecê-los de perto. Sua primeira visita à Comunidade Remanescente de Quilombo Serra do Apon resultou em registros que marcaram o início de sua trajetória no fotojornalismo.

Somente em 2005, a fotógrafa voltou ao local, reunindo novo material. Em 2025, no retorno mais recente, reencontrou moradores e se surpreendeu ao identificar, entre as pessoas fotografadas, a mesma jovem que havia posado para ela quase cinco décadas antes, agora acompanhada da família.

“Meu objetivo, como fotojornalista, é o de resgatar e manter a memória dos quilombos e dos quilombolas. A questão da negritude me interessa permanentemente, mas a Serra do Apon tem uma particularidade especial: aqui realizei meu primeiro trabalho documentarista e de fotojornalismo”, afirma Fernanda.

O título da exposição, “Passarelas da Memória”, foi inspirado no trabalho do francês Pierre Goupillon, que também se dedica a temas ligados à memória. Para Fernanda, no entanto, o percurso é pessoal: um mergulho nas raízes negras e na preservação de rastros deixados pelos escravizados no passado.

O projeto conta com o apoio da Secretaria de Estado do Paraná, por meio da Lei Paulo Gustavo, instrumento de incentivo à cultura do Governo Federal.

A exposição permanece aberta para visitação até o dia 5 de outubro, na Casa da Praça.


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